segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dorita


No dia 08 de maio de 2009, perdi alguém muito importante. Dorita era parte da minha vida, do meu dia-a-dia. Não há sequer um canto da casa que não faça lembrar a sua presença. Dentre as inesperáveis coisas da vida, esta foi a que eu menos poderia esperar.
Naquela sexta-feira, passei o dia todo na cama e ela esteve ao meu lado quase todo o tempo. Suas demonstrações de afeto e amizade superavam qualquer semelhante de origem humana. Tinha um olhar curioso, um toque macio e se afagava em meus braços como se fora um ninho.
Uma janela se abriu e fez acreditar que nem sempre elas se abrem para bons caminhos. Ainda me pergunto o que eu poderia ter feito para salvá-la. Ela correu assustada e não pode parar. Seu corpo se dilacerou por dentro, mas sua aparência em nada transformou.
Passamos pouco tempo juntas; o bastante para que eu a amasse e a respeitasse com toda sua nobreza. Quanta alegria me deu, quantos sorrisos espontaneamente traçados por sua autoria.
Dorita, ver teu desfecho na vida terrena foi dolorido e ainda o é. Naquele instante e depois dele, nada me seria caro demais na barganha por tua vida. Teu corpo ainda aquecido e sem vida em meus braços. Teu olhar parado e a imensa dor de tua partida.
Obrigada minha belezinha, por tudo o que fizestes por mim, por tua companhia, pelas lambidas na face. Tu foste um presente de Deus e que nunca se apagará de minha memória. Se existe um céu acolhedor a todos os que recebem o sopro da vida, desejo que estejas lá. Te amo Dorita.

Um comentário:

Rodrigo disse...

Muito lindo, Nani!
É realmente muito triste quando os nosso queridos animais nos deixam.
Parabéns pela linda arte que conseguiu fazer pela dor.
Bjaum, Roger (da Psico, lembra de mim!?!)